
Percussão de espectro total que oscila entre uma torção polirrítmica elástica e um deriva pontilhista, sem grelha, suspensa num campo em mutação contínua de ressonadores polifónicos; drones aparicionais dissolvidos por gestos digitais espasmódicos, avançando em direcção a padrões que se esbatem rapidamente. O projecto experimental portuense Amuleto Apotropaico prolonga um continuum brutalista-litúrgico rumo a uma exploração tecnognóstica da hiper-realidade. Na sequência do lançamento homónimo de 2025 pela PERF, António Feiteira desloca uma praxis centrada no instrumento para configurações totalmente electrónicas: percussão de música concreta com carácter mimético da fala, articulada por um sistema concebido para emular a sua própria linguagem de improvisação enquanto baterista.

Sara Rafael, nascida em Lisboa e residente no Porto, apresenta-se como Jejuno no campo do som, compondo em tempo real peças musicais de contornos brutalistas, atravessadas por sonho e romance, com toda a utopia e os atropelos que as coisas reais implicam — como escreve João Moço. A partir de um setup minimalista de cascatas de teclados e samples, emergem densas camadas de som, melodias etéreas e contratemas de drones subterrâneos, intercalados por vazios e pelo inesperado. Os ritmos, subterrâneos e graves, vão-se vincando ao longo do tempo, acelerando e dissipando-se com uma certa violência, numa absorção enzimática que passa pelo sub-SOLO e se inscreve no corpo sonoro de JEJUNO.
Apresentou-se pela primeira vez ao vivo na Noite às Novas, da Galeria Zé dos Bois, em 2014, e desde então passou por várias salas nacionais e internacionais. Quase sempre a solo, é nos concertos que se pode conhecer melhor o seu trabalho. Colaborou em duo com Raw Forest, Diana Policarpo, Odete, Filipe Felizardo, Maria Reis e Inês Malheiro, e em trio com Olan Monk e Paul Abbott. No campo das artes visuais e performativas, compôs para L'O, de Hugo Canoilas, no Museu Soares dos Reis (Porto), guts, de Lydia Nsiah, no Hangar (Lisboa), e Pool u. Pool, com Sara Graça, para o TBA (Lisboa). Na área do cinema experimental, assinou a sonoplastia/composição sonora de to forget (2019) e techno(2023), ambos da realizadora Lydia Nsiah.
https://www.instagram.com/jejuno_/

Percussão de espectro total que oscila entre uma torção polirrítmica elástica e um deriva pontilhista, sem grelha, suspensa num campo em mutação contínua de ressonadores polifónicos; drones aparicionais dissolvidos por gestos digitais espasmódicos, avançando em direcção a padrões que se esbatem rapidamente. O projecto experimental portuense Amuleto Apotropaico prolonga um continuum brutalista-litúrgico rumo a uma exploração tecnognóstica da hiper-realidade. Na sequência do lançamento homónimo de 2025 pela PERF, António Feiteira desloca uma praxis centrada no instrumento para configurações totalmente electrónicas: percussão de música concreta com carácter mimético da fala, articulada por um sistema concebido para emular a sua própria linguagem de improvisação enquanto baterista.

Sara Rafael, nascida em Lisboa e residente no Porto, apresenta-se como Jejuno no campo do som, compondo em tempo real peças musicais de contornos brutalistas, atravessadas por sonho e romance, com toda a utopia e os atropelos que as coisas reais implicam — como escreve João Moço. A partir de um setup minimalista de cascatas de teclados e samples, emergem densas camadas de som, melodias etéreas e contratemas de drones subterrâneos, intercalados por vazios e pelo inesperado. Os ritmos, subterrâneos e graves, vão-se vincando ao longo do tempo, acelerando e dissipando-se com uma certa violência, numa absorção enzimática que passa pelo sub-SOLO e se inscreve no corpo sonoro de JEJUNO.
Apresentou-se pela primeira vez ao vivo na Noite às Novas, da Galeria Zé dos Bois, em 2014, e desde então passou por várias salas nacionais e internacionais. Quase sempre a solo, é nos concertos que se pode conhecer melhor o seu trabalho. Colaborou em duo com Raw Forest, Diana Policarpo, Odete, Filipe Felizardo, Maria Reis e Inês Malheiro, e em trio com Olan Monk e Paul Abbott. No campo das artes visuais e performativas, compôs para L'O, de Hugo Canoilas, no Museu Soares dos Reis (Porto), guts, de Lydia Nsiah, no Hangar (Lisboa), e Pool u. Pool, com Sara Graça, para o TBA (Lisboa). Na área do cinema experimental, assinou a sonoplastia/composição sonora de to forget (2019) e techno(2023), ambos da realizadora Lydia Nsiah.